Minimalismo

Simplificar não deve ser uma renúncia

Preciso começar este post dizendo que tentar simplificar a vida é um processo. Não é da noite pro dia que você vai conseguir ter uma rotina mais leve e que vai conseguir desapegar das suas coisas com facilidade. No livro “A sabedoria dos cães”, o autor Gotham Chopra diz que até que haja uma modificação na sua consciência, as mudanças de comportamento não serão mais do que modas passageiras. Fiquei analisando essa frase e creio que se adapte a tudo na nossa vida.

No momento que tomamos consciência de que não é preciso tanta coisa pra ser feliz, que podemos priorizar nossas escolhas, ficaremos muito mais tranquilos a respeito das nossas renúncias.

Por exemplo, no momento em que eu entendi que me sinto muito melhor selecionando bem o que entra na minha casa (e na minha vida), fico muito mais tranquila na hora de fazer compras, seja no supermercado, seja no shopping. O fato de estar “exposta” não é um problema pois eu tenho consciência de que não faz sentido encher a casa de coisas. Prefiro viver com menos acúmulo. No momento que você olhar para os benefícios que isso traz para a sua vida, comprar menos não vai ser uma renúncia difícil de lidar.

“Se não importa, elimine”

 

Outro dia li um post que dizia que ter menos é bom, mas QUERER menos é ainda melhor. A consciência mora exatamente ali, no querer menos. No momento que queremos menos não sentimos que estamos abdicando de algo. Apenas estamos vivendo da maneira que queremos. E isso vale para tudo na vida.

ps. viver no método do armário-cápsula tem sido um desafio e tanto pra mim. Principalmente agora na primavera. Ainda sinto que o meu guarda-roupa não está pronto. Ando substituindo algumas peças por outras, comprei algumas coisas que achei que fariam diferença. Enfim, estou no processo. Mas sinto que isso faz sentido pra mim. Se não faz sentido pra você, não tem problema. O armário-cápsula não é pra todo mundo. Cada um tem que descobrir o seu caminho, a sua forma de se sentir bem consigo mesmo. 

E você? Em que momento tomou consciência de que viver com menos era o melhor caminho?

2 Comentários

  • Reply
    Fernanda
    15 de outubro de 2015 at 17:56

    Oi Nati! Te conheci pelo insta! Não sei bem quando foi que comecei a ficar mais contente com menos, acho que foi gradativo, e é um comportamento até estranho no meu meio – a indústria da moda. Na verdade vem da minha implicância de querer qualidade, coisa que não está em toda esquina. Os bons viraram poucos e isso me serve.
    Bjo!

    • Reply
      Nati Grazziotin
      15 de outubro de 2015 at 20:40

      Oi Fer, tudo bem?
      Sei bem como você se sente, parece que por trabalharmos com moda precisamos estar sempre consumindo, né :)
      Que bom saber que você pensa assim. Um beijo!

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