Organização

Minimalismo – ou a falta dele – na chegada de um bebê

A movimentação – e a ansiedade – aqui em casa anda grande devido aos ajustes finais para a chegada do Valentin. Ter um bebê demanda tempo, dinheiro e muitas mudanças acontecem antes mesmo dele nascer, isso é certo.

Hoje, por exemplo, enquanto escrevo esse texto, o pessoal da marcenaria está montando os móveis do mezanino, onde criamos um quarto extra, de visitas, com armários e gavetões para desafogar o que tinha no guarda-roupa já existente no quartinho dele. Uma das regras fundamentais da organização é cada coisa ter seu lugar, então vamos criar espaço pra tudo, e aquilo que sobrar ou não fizer mais sentido estar ali, quero mandar embora!

Reformas e mudanças em geral são positivas justamente porque a gente “remexe” o que tem e encontra coisas que nem sabia que existiam. E se você nem sabia que existia provavelmente não estava sentindo falta, não é mesmo? Portanto não faz sentido guardar e ocupar espaço, que é tão restrito nos dias de hoje. Sem falar no tempo que gastamos com elas, principalmente para limpeza.

Esse final de semana minha mãe lavou as roupinhas do Valentin e já guardei grande parte na cômoda. E por mais que eu não tenha comprado muita coisa, fiquei impressionada com a quantidade de roupas que ele já tem! A gente acaba só tendo noção mesmo quando coloca tudo junto e como estávamos guardando em lugares separados, não tinha essa noção.

Ele ganhou bastante coisa e outro tanto veio da família e de amigas que já tem bebês. Minimalismo passou longe. Mas como sou inexperiente nessa área – mãe de primeira viagem tem que ter um desconto, vai! – fico insegura com a quantidade de peças que dizem ser necessárias para um bebê. Nessa hora é inevitável pensar como um ser tão pequenininho precisa de tantas coisas! Na verdade mesmo, ele não precisa, né? Somos nós que inventamos tantas “necessidades”.

Li vários posts pela internet afora sobre maternidade e minimalismo e peguei muitas dicas boas. Mas confesso que fico insegura em alguns quesitos. Sei que no início um bebê só precisa de colo, carinho e mama. O quarto lindo, que a gente prepara com tanto entusiamo, ele só vai usar mesmo mais adiante, já que a maioria das mães coloca o bebê pra dormir no quarto do casal. O que seria necessário mesmo, nesse caso, seria o moisés, que vai ficar do lado da cama da mãe. Mas é inevitável querer ver tudo pronto, como um passarinho que arruma o ninho para receber seus filhotes.

Depois que ele nascer quero escrever sobre o que eu realmente usei e o que foi bobagem, e principalmente sobre as quantidades. Para que mamães que se preocupam em não exagerar tenham uma noção mais real do que é necessário de verdade. Certamente será uma jornada interessante. Espero conseguir vir aqui de tempos em tempos contar pra vocês o que acontece do lado de cá.

Enquanto isso, me contem como foi esse processo para a chegada de um bebê na vida de vocês ;) 

14 Comentários

  • Reply
    Amanda
    17 de maio de 2016 at 11:18

    O que nunca é demais: fraldas. Mas também não é bom comprar tudo de uma mesma marca, por que a criança pode ter alergia ( a minha teve à fralda da turma da Mônica, a sorte é que consegui trocar os pacotes que tinha fechados).
    O restante da pra ir comprando conforme for precisando, como itens de higiene e roupas básicas. A grande maioria das listas na internet é exagerada mesmo.

    • Reply
      Nati Grazziotin
      17 de maio de 2016 at 15:21

      Não é, Amanda? Cheguei a ver uma lista que pedia 10 shampoos! Como assim? Depois que o bebê nascer os supermercados continuam abertos, né? Ou não? haha É, já me falaram que fraldas tem que ter um estoque, mas antes tem que ver se o bebê se adapta a marca e ao modelo. Vamos ver!
      Um beijo

  • Reply
    ronise
    17 de maio de 2016 at 13:32

    usa bastante roupa porque vaza fralda, regurgita leite, e assim vai, daí acaba trocando várias vezes por dia. depois cresce um pouco (a minha tem 1 ano e 4 meses) e suja muita roupa porque derrama comida e rola no chão. mas realmente não precisa de muita coisa. só muitas fraldas e muitos muitos muitos paninhos de boca. :)

    • Reply
      Nati Grazziotin
      17 de maio de 2016 at 15:19

      Quero só ver essa logística, Ronise! Sei que vou penar um pouco no início, mas a gente se acostuma, né? Espero que sim ;)

      • Reply
        RONISE
        8 de junho de 2016 at 11:33

        acostuma sim. no começo é tudo novo e parece difícil, mas logo as coisas se ajustam e você encontra um novo ritmo. agora, a questão do acúmulo…senhor amado. eu quase não compro nada pra minha filha, roupas começamos a comprar agora algumas coisas (porque ela ganhou muita roupa e recebemos repasses de amigos) e brinquedo, pra não dizer que nunca comprei, eu comprei 1 no natal, e minha casa tá tomada de brinquedos. tem que administrar. o pior é que como eu pretendo ter mais filhos, não dá pra se desfazer das coisas ainda. hehe

        • Reply
          Nati Grazziotin
          8 de junho de 2016 at 17:05

          Eu só imagino, Ronise! Eu também quero mais filhos, então não tem como se desfazer mesmo. Tem que ter lugar pra guardar mesmo! hehe
          Vamos ver como vai ser, estou muito ansiosa! Um beijo e obrigada pelo comentário ;)

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    Marcia Chaparini
    17 de maio de 2016 at 17:55

    Nati.
    Me passa os blogs que vc pesquisa sobre bebês e mamães. Estou de 16 semanas de gestação e não me encontrei ainda nos blogs de maternidade. Bjs e boa espera!

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    Tanise Carolina Gonçalves
    17 de maio de 2016 at 19:43

    Oi Nathi. No início não é tão fácil. Mas garanto que será a melhor fase da vida! Afirmo aqui que você vai agradecer todos os dias por esta incrível jornada. Quanto as roupas, meu baby tem 3 meses e já deixou muitas roupinhas para trás. Beijão!

    • Reply
      Nati Grazziotin
      25 de maio de 2016 at 10:49

      Tão confortante ler isso, Tanise! Não tenho dúvidas sobre meu desejo de ser mãe, mas quando tudo se torna real é que sentimos o que significa de verdade, né? O bom quanto as roupinhas é que pretendo ter pelo menos mais um filho, então vou poder aproveitar mais. Beijos!

  • Reply
    Deborah
    1 de junho de 2016 at 12:27

    Nossa você deve estão a mil e com um frio na barriga gigante. Ainda não sou mãe mas planejo ser daqui uns 3 anos, quem sabe.
    De qualquer forma vivo lendo dicas sobre a maternidade por que sinto que o quanto mais soubermos, melhor. Acho que vc não deve se preocupar tanto com o minimalismo nessa fase, até por que a família não deve ajudar em nada com isso, e quem pode culpa-los? rs Um bebê é sempre um bebê e todo mundo quer mimar. Mais para frente você vai conseguir organizar isso tudo.
    Boa sorte e vai dar tudo certo! Sempre dá. :)

    • Reply
      Nati Grazziotin
      2 de junho de 2016 at 15:20

      Querida, muito obrigada pela comentário fofo. É verdade, eu sei que não posso ficar me culpando, já faço isso naturalmente (e é algo que tenho que trabalhar bastante em mim, hehe). Dar tempo ao tempo é o melhor remédio mesmo, com calma tudo se ajeita! Obrigada de coração! Bjinhos

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    Musica com Cafe
    2 de junho de 2016 at 09:11

    Olá Nati. Quando nasce teu Valentin?
    Minha bebé nasce em Julho e tem sido um desafio pois sou minimalista mas vim temporariamente visitar a familia do meu marido e eles nao entendem bem o meu conceito… :-) voltarei por ca!

    Beijos,

    Fatima
    http://www.musicacomcafe.net

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      Nati Grazziotin
      2 de junho de 2016 at 15:14

      Oi Fátima, o Valentin nasce fim de junho. Tem sido um desafio e tanto, pois mãe de primeira viagem tem muitas dúvidas e inseguranças do que realmente precisa ter ou não, sabe? Mas uma coisa é fato, todo mundo adora dar a sua opinião sobre tudo. Acho que a ideia é a gente guardar as coisas pra si, sabe? Não falar muito sobre isso, porque daí não gera polêmica. Seja bem vinda! Bjos

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